24/03/2007
O São Paulo perdeu do Necaxa por 2 a 1, na noite de quarta-feira, no México. Foi a primeira derrota do time em seis meses, após 29 jogos de invencibilidade. O tropeço, porém, não abalou Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do clube. Ao invés de se encolher, ele ‘partiu para cima’ dos rivais, antecipando eventuais provocações.
Cunha lamentou o tropeço do Tricolor, mas manteve seu estilo provocador. Segundo ele, o resultado deixou os rivais aliviados, e não contentes. “Isso tira o peso das costas de muita gente, porque todo mundo precisava ganhar de nós“, afirmou. Apesar da aparente tranqüilidade, ele admitiu que a derrota teve um sabor amargo para o São Paulo. “Eu gostaria de não perder nunca. Por mim, ficaríamos uns 100 jogos sem perder“.
Diferente dos rivais locais, os mexicanos escaparam da língua afiada do dirigente são-paulino. Apesar de algumas manchetes provocarem o São Paulo, Cunha elogiou os anfitriões, sobretudo o Necaxa. “Eles são extremamente gentis, nos recebem muito bem. Sempre somos bem recebidos por lá. E acho que nós, brasileiros, precisávamos aprender um pouco“.
Apesar da diplomacia, o superintendente não perdeu a chance de valorizar sua equipe, diminuindo um pouco os méritos do Necaxa. “Acho que esse clima de paz até diminui um pouco a nossa gana. Mas eles mereceram, até pela nossa deficiência em alguns pontos“, finalizou.
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