27/03/2011
Seu verdadeiro nome era Sidnei de Castro Souza e pegou esse apelido porque seu pai vendia um doce, que hoje nem existe mais, chamado justamente de biju. Jogou durante anos pelo Fátima Futebol Clube em várias posições e também apitava jogos. Na maioria das vezes era ele quem dava apelido aos recém-chegados. Mesmo depois de ter parado de jogar, continuou acompanhando o time e os campeonatos. Atuava como massagista, vestido a caráter com roupa e sapato brancos. Acordava muito cedo e às vezes acontecia dele ficar dormitando no banco de reservas durante os jogos. Quando precisavam de seus serviços, alguém o sacudia, ocasião em que ele saía correndo para atender o necessitado. Num certo domingo, o Fátima enfrentava a equipe do Del Rey no Centro de Lazer, quando aconteceu uma trombada entre um jogador de cada equipe, caindo um para cada lado. Depois de acordar após uma cutucada, ele saiu correndo e atendeu o jogador adversário deixando o do Fátima de lado. Felizmente o caso não era grave e o atleta do Fátima logo se levantou. A torcida ficou indignada com aquilo e ao ser questionado sobre o porque de ter atendido o adversário e não o jogador do Fátima, ele simplesmente deu de ombros e respondeu: “Ele estava mais perto”. Biju morreu aos 51 anos no dia 01 de julho de 2003, de traumatismo craniano devido a uma queda. (Colaboração: Mário Carboni).
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