21/04/2019
DA REDAÇÃO
Estudo da Fundação Seade com base nos dados do registro civil mostra que entre 2000 e 2018, a vida média no Estado de São Paulo aumentou 4,8 anos. A faixa de menores de cinco anos foi a que mais contribuiu para o aumento da esperança de vida em todos os períodos analisados (1960-1980, 1980-2000 e 2000-2018), enquanto a faixa de 15 a 34 anos apresentou contribuição negativa apenas entre 1980 e 2000.
A comparação da evolução da esperança de vida ao nascer no Estado de São Paulo com os maiores índices internacionais, mostrou que a diferença entre os indicadores tem se reduzido ao longo do tempo. Em 1940, a diferença entre São Paulo e Suécia (maior nível de esperança de vida naquele ano) era de 21,4 anos. Já em 2018 essa diferença caiu para 7,8 em relação ao Japão (que passa a deter o maior nível).
Entre 2000 e 2018, a diferença entre a esperança de vida feminina e masculina sofreu importante redução, passando de nove para 6,3 anos, em decorrência de queda maior da mortalidade na população masculina em relação à feminina. Em 2000, a mortalidade masculina alcançava níveis mais de cinco vezes superiores à feminina na faixa etária de 20 a 24 anos, ocorrendo, na sequência, redução substancial nessas relações.
A duração média de vida da população depende da distribuição dos riscos de morte ao longo de todas as faixas etárias. A diminuição desses riscos, em cada etapa da vida, reflete-se diretamente no aumento da sobrevivência e, portanto, no aumento da duração média de vida.
Dessa forma, de acordo com o estudo, entre 20 e 40 anos de idade, a sobrevivência ampliou sua proporção de 86,1%, em 1940, para 97,6%, em 2018, tendo como referência internacional o nível de 99,1%. Entre 40 e 60 anos, a proporção de sobreviventes passa de 70,7% em 1940, para 90,5% em 2018. Completa-se, assim, grande parte do ciclo da vida em idade potencialmente ativa, em que a proporção de sobreviventes entre 20 e 60 anos alcançou 88,3% em 2018, contra 60,9% em 1940. A diferença com os níveis do Japão (94,8%) evidencia que ainda há distância a percorrer, mas em relação a 1940 as conquistas são impactantes. Em relação à sobrevivência e esperança de vida da população idosa, em 2018, um habitante em São Paulo de 60 anos tinha expectativa de viver, em média, 21,7 anos adicionais, enquanto um de 80 anos esperaria viver mais 8,5 anos. Já em 1970, os valores correspondentes foram 16,6 e 5,8 anos.
Esses os acréscimos de vida média foram, em grande parte, determinados pela redução das mortes causadas pelas doenças do aparelho circulatório.
Então, faça seu login e tenha acesso completo:
27/06/2026 - Governo avalia aumentar teto do MEI para R$ 140 mil, diz ministro
26/06/2026 - Banco Central prevê crescimento de 2% para o PIB em 2026
25/06/2026 - Mercado de trabalho formal cresce 3,6%; serviço público puxa alta
24/06/2026 - Pix por aproximação passa a mostrar saldo antes do pagamento
23/06/2026 - Agricultores familiares aumentam renda em 30% com programa federal
23/06/2026 - INSS amplia exigência de biometria para concessão de benefícios
22/06/2026 - Inmet prevê segunda sob frio intenso no Sudeste
Voltar à lista de notíciasDiário de Penápolis. © Copyright 2026 - A.L. DE ALMEIDA EDITORA O JORNAL. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total do material contido nesse site.