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21/01/2026

Bolsa bate recorde e fecha acima dos 166 mil pontos pela primeira vez

As incertezas no mercado internacional não afetaram a bolsa brasileira, que bateu recorde e fechou acima dos 166 mil pontos pela primeira vez. O dólar subiu em meio às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Europa.
O índice Ibovespa, da B3, encerrou na terça-feira (20) aos 166.277 pontos, com alta de 0,87%. O indicador chegou a cair durante a manhã, mas passou a subir após a abertura das bolsas nos Estados Unidos, com a migração de capitais externos para países emergentes.
No fim da tarde, a bolsa desacelerou em meio ao discurso de um ano de governo do presidente Donald Trump, chegando a perder os 166 mil pontos. O indicador, no entanto, reagiu nos minutos finais de negociação, impulsionado por ações de mineradoras, de bancos e de petroleiras, setores com maior peso no Ibovespa.

Câmbio
A euforia na bolsa não se repetiu no mercado de câmbio. O dólar comercial encerrou a terça vendido a R$ 5,375, com alta de R$ 0,016 (+0,3%). A cotação iniciou o dia em forte alta, chegando a R$ 5,40 pouco antes das 11h, mas desacelerou ao longo da tarde.
A escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Europa continuou nesta terça, com a ameaça do presidente francês, Emmanuel Macron, de acionar um mecanismo de defesa comercial. A retaliação permitiria à União Europeia aplicar tarifas de até 93 bilhões de euros aos produtos estadunidenses após Trump reiterar as ameaças de anexar a Groenlândia e ameaçar elevar as tarifas para produtos europeus.
A decisão do parlamento europeu de suspender a tramitação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos contribuiu para o aumento das tensões. Fechado em julho do ano passado, o acordo estabelecia uma tarifa de 15% dos Estados Unidos sobre produtos europeus.
A diferença entre os juros brasileiros e estadunidenses ajudou a segurar as tensões sobre o mercado financeiro no Brasil. Os investidores que fugiram das bolsas estadunidenses, que fecharam em forte queda, foram atraídos pelas altas taxas de juros no Brasil, o que reduziu a pressão sobre o dólar e a bolsa.
Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se para definir os rumos da Taxa Selic (juros básicos da economia). Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, no maior nível em quase 20 anos.

(Com Agência Brasil)


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