04/03/2010
DA REPORTAGEM
O contador e advogado José Carlos Fernandes de Alcântara foi nomeado na tarde da última terça-feira como o novo gestor da Companhia Açucareira de Penápolis, a Usina Campestre. A empresa Br Link Commercial Importadora e Exportadora Ltda, foi destituída como gestora da empresa, conforme decisão tomada pelo juiz da 1ª Vara Rodrigo Chammes, em virtude do não cumprimento de compra antecipada que havia sido acertado entre a antiga gestora. No início da semana, a justiça aguardava o comprovante de dois depósitos, um de R$ 5 milhões e outro de R$ 10 milhões, que deveriam ser efetuados pela BR Link, respectivamente, na sexta-feira, dia 26 de fevereiro, e na segunda-feira, 01, o que não foi feito. José Carlos possui seis anos de experiência no setor sucroalcooleiro, além de trabalhar 12 anos como executivo de grandes empresas, entre elas a Praisewaterhouse, especialista em auditoria. Ele é pós-graduado também pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Universidade da Califórnia. De acordo com informações obtidas pela Reportagem, o novo gestor será fixo e não estará acondicionado a um aporte financeiro. Caso a Usina Campestre seja vendida, ele continuará como gestor conjunto dos novos proprietários. O novo gestor começou ontem seu trabalho frente à empresa na busca de possíveis investidores interessados em compra futura de açúcar e álcool. A BR Link assumiu a gestão da Usina no último dia 03 de janeiro por meio de despacho assinado pelo juiz de direito Rodrigo Chammes. Ela foi indicada pela empresa Bio União Trading, com sede em Ibirá (SP), que apresentou uma proposta de adquirir inicialmente 250 mil sacas de açúcar, ao preço de USD 24,75 de dólares americanos por saca, totalizando 12.500 toneladas e um montante de USD 6.187.500,00 de dólares americanos. A Bio União Trading formalizou a proposta, ou seja, de concretizar a compra, desde que uma empresa de sua confiança, no caso a BR Lins, assumisse a gestão da Usina Campestre. Na época, o advogado da Bio Trading disse que a empresa poderia celebrar outros contratos para alavancar recursos para a Usina. A empresa também teria mostrado preocupação com a recuperação judicial e de sanar as despesas salariais diante da greve deflagrada por parte dos trabalhadores, que aguardam o pagamento dos salários atrasados referentes a dezembro, ao 13º salário e mês de janeiro. A produção da empresa está totalmente paralisada. No momento que anunciou o novo gestor da empresa, o administrador judicial, Dr. Ely de Oliveira Faria, declarou que esta é a ultima tentativa de recuperar a Usina, se não der certo a solução será decretar sua falência. (IA)
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