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Diário de Penápolis

Cidade & Região

15/09/2010

Prefeito entrega os certificados do Programa Brasil Alfabetizado

A Prefeitura de Penápolis e a Secretaria Municipal de Educação realizaram na última sexta-feira, 10, a cerimônia de entrega dos certificados do curso de Alfabetização do Programa Brasil Alfabetizado. O evento transcorrido no Teatro Lúmine foi marcado por intensa emoção dos formandos e seus familiares que comemoraram uma grande conquista: o direito de aprender a ler e a escrever, o direito à cidadania. A primeira turma do Brasil Alfabetizado formou 28 pessoas adultas que nunca tiveram a oportunidade de ir à escola, e portanto, não sabiam ler e escrever. Esses alunos com mais de 30 anos e alguns com até mais de 70 anos decidiram que nunca é tarde para aprender e realizaram o grande sonho de suas vidas. Essa conquista contou com o esforço merecidamente reconhecido das professoras voluntárias Taíza de Oliveira, Luzinete Zacarias da Silva e Michele de Souza, que contaram com o apoio da coordenadora geral do Programa Brasil Alfabetizado, Susana Palmira Ferracini Scardoveli, da chefe de serviço do Ensino Fundamental, Adriana Lacava Rufatto Soliani e do secretário municipal de Educação, Cledivaldo Donzelli. Em seu pronunciamento, o prefeito João Luís dos Santos, que também é professor,  fez questão de contar a comovente conversa que teve com o formando João Bello da Silva, durante visita à sala de aula. “Seu João estava radiante porque pela primeira vez na vida tinha assinado sua carteira de trabalho. Ele veio do nordeste para trabalhar na usina e até então, sua assinatura era a digital. Seu João se emocionou ao ver que conseguia ler e assinar seu contrato de trabalho”, relatou o prefeito João Luís. O prefeito afirmou que em Penápolis só não aprende ler e escrever quem não quer. “Hoje a prefeitura oferece várias oportunidades para estudar. Temos que comemorar e parabenizar os formandos aqui presentes e incentivar para que continuem os estudos”, ressaltou. O professor e vereador Zeca Monteiro lembrou que antigamente as crianças não iam à escola porque precisavam ajudar os pais no trabalho, eram vítimas do trabalho infantil. “A maioria de nossos formando hoje é mulher, porque elas foram ainda mais discriminadas que os homens na infância, pois mulheres não deveriam frequentar a escola, mas sim ajudar dentro de casa, casar, ser boa esposa, boa mãe e dona do lar”, comentou. O secretário municipal de Educação, professor Cledivaldo Donzelli, afirmou que essas pessoas resgataram hoje um direito que foi sonegado no passado. Secom – PMP

Foto: Formanda mais idosa recebe certificado do curso de alfabetização


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