05/03/2011
DA REPORTAGEM
A Justiça de Penápolis, através de Júri Popular, condenou nesta quinta-feira, 3, o jovem Ariovaldo de Oliveira Ruiz a seis anos de reclusão semiaberta. Em um júri que durou quase oito horas, os jurados decidiram pela sentença após todo o trabalho de apresentação da defesa e acusação.
Durante o júri, o acusado de tentativa de homicídio se mostrou bastante calmo e respondeu a todas as perguntas. O crime aconteceu no dia 20 de agosto de 2004 em um bar na avenida Leandro Ratisbona de Medeiros, quando por volta das 03h10, o acusado teria tido uma discussão com um garçom que trabalhava no local; o motivo seria o fato do jovem ter tentado pagar sua conta com uma nota falsa de R$ 50. Após a discussão, ambos teriam seguido para próximo a um trailer de lanches. Ruiz teria pegado uma faca e efetuado golpes contra o garçom. Dois deles teriam atingidos um no abdômen e outro na virilha. O acusado só teria parado com a ação por que a faca quebrou, impossibilitando-o de prosseguir, evadindo-se do local.
Em depoimento para o júri, ele alegou que agiu em legítima defesa, já que estava sendo agredido pelo garçom e também por outros homens. Ele afirmou que devia R$ 11 para o garçom e que havia ido para o bar para consumir uma cerveja e comprar um maço de cigarros. Disse ainda que naquela noite, havia consumido maconha. O garçom, pensado que Ruiz acertaria sua dívida junto com a conta, o serviu, mas descobriu que o acusado só pagaria o que consumiu, já que possuía apenas R$ 5, momento em que iniciou a discussão. Um dos rapazes que estava próximo ao balcão, teria o atingido com uma garrafada. Ruiz afirmou que tentou evadir do local, porém, foi cercado por outros homens próximo a um trailer de lanches. Ele disse que pegou a faca que estava em cima do balcão do trailer para se defender dos homens que queriam o agredir.
O jovem teria entrado em luta corporal com o garçom quando começou a fazer movimentos descontrolados com o braço na intenção de se defender, momento em que teria atingido o oponente com a faca. Ruiz disse também que não havia percebido que o atingiu, nem que o garçom havia ficado internado em estado grave.
Mesmo com o depoimento alegado pela defesa os jurados entenderam por bem condená-lo. Ruiz, que aguardava a sentença em liberdade continua nesta condição enquanto aguarda o prazo final para recorrer. Além desse caso, ele já havia sido condenado por furto e roubo, tendo cumprido pena. (Rafael Machi)
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