22/07/2011
DA REPORTAGEM
Apesar da grande utilização de cartões de crédito para o pagamento de contas, o cheque continua mantendo números elevados na preferência das pessoas. As consultas de cheques no Serasa de Penápolis aumentaram no mês de junho quando comparado no mesmo período do ano passado. Segundo informações, no período de 26 de maio a 25 de junho deste ano, foram consultados mais de 3,8 mil cheques, ou seja, cerca de 126 por dia, sendo liberados no comércio da cidade. No mesmo período de 2010, foram pouco mais de 3,1 mil, ou 103 por dia. Esses dados confirmam que os penapolenses ainda estão utilizando o cheque para pagar suas contas. Estes dados são apenas de empresas associadas ao Sindicato do Comércio Varejista de Penápolis. Outro número muito animador são as inclusões ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) que caiu entre junho do ano passado e o mesmo período deste ano. Em 2010 foram 548 inclusões, sendo que 329 pessoas conseguiram quitar suas dívidas. Durante o mês de junho de 2011 foram apenas 396 inclusões contra 348 exclusões. Isto demonstra que além de diminuir o número de devedores, mais penapolenses estão conseguindo pagar suas contas. Outro dado importante é número de consultas ao SPC, sendo mais de 6,5 mil em junho do ano passado contra mais de sete mil durante junho deste ano.
Compensação do cheque
O prazo para a compensação de cheques de valores inferiores a R$ 299,99 passou de quatro para dois dias úteis. A nova determinação de Febraban (Federação Brasileira de Bancos) está valendo desde terça-feira, 19. Para cheques com valores acima de R$ 300, o prazo será de um dia. Antes, era de dois. Os cheques emitidos em regiões de difícil acesso no país, as vezes levavam até 20 dias para serem compensados, gerando problemas para a economia local. Para diminuir o prazo de compensação a Febraban anunciou a instalação de um novo sistema de trocas de cheques por dinheiro que faz a compensação digitalmente, por imagem, após o cheque ser escaneado. Segundo o diretor adjunto de Serviços da Febraban Walter Tadeu de Faria, o novo método é mais seguro, já que o cheque não tem que ser transportado, diminuindo os riscos de extravio e roubo. Ainda segundo ele, esperara-se uma forte redução na clonagem e falsificação nos cheques que proporcionaram, em 2010, um prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão para o comércio e de R$ 283 milhões para os bancos de todo o país. (Rafael Machi)
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