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Diário de Penápolis

Cidade & Região

15/10/2013

Bancos têm grande movimento com o fim da greve

DA REPORTAGEM

 

Depois de mais de 20 dias com as portas fechadas, as agências bancárias de Penápolis tiveram seus trabalhos normalizados a partir de ontem (14). Na semana passada, somente as agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF) ainda permaneciam paralisadas, as demais agências já haviam normalizado seus atendimentos. As agências do Banco Itaú e HSBC permaneceram fechadas por poucos dias, enquanto o Santander ficou por um período maior. O único banco em Penápolis, que não aderiu ao movimento grevista foi o Bradesco. Devido ao fim da greve um grande número de pessoas compareceu a agência da CEF, quando abriu – às 11h00 – a fila era tão extensa que dobrava o quarteirão. Durante todo o dia o movimento foi bastante complicado, pois os funcionários ficaram sobrecarregados com o número expressivo de pessoas para serem atendidas. O Banco do Brasil registrou um movimento mais ameno, mas considerado acima do normal. O movimento grevista ganhou força na região depois que bancários se reuniram em assembleia junto a representantes do Sindicato dos Bancários de Lins no dia 20 de setembro. Na ocasião, somente o Banco do Brasil e Santander haviam aderido ao movimento. Diversas assembleias foram realizadas posteriormente, oportunidades em que bancários decidiam pelo volta ao trabalho e a adesão à greve, havendo uma oscilação das agências em funcionamento na cidade. A princípio o movimento grevista em todo o Brasil era a de conquista de aumento salarial e na participação do lucro das empresas. Os trabalhadores pediam ainda um aumento de 11,93%, 5% de aumento real além da recomposição da inflação do ano passado, que ficou em 5,84%. A greve teve fim quando uma nova proposta que eleva para 8% (aumento real de 1,82%) o índice de reajuste salarial foi apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ao comando nacional dos bancários, coordenado pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT). A nova proposta inclui ainda reajuste de 8,5% do piso salarial (ganho real de 2,29%) e de 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela individual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR. (Rafael Machi)

 


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