12/04/2014
DA REPORTAGEM
A Santa Casa de Misericórdia de Penápolis voltou a enfrentar problemas nesta semana quando a maternidade deixou de realizar atendimento à gestantes por falta de médico obstetras. A unidade permaneceu fechada das 19h00 de terça-feira (8) até as 19h00 de quinta-feira (10). Os médicos teriam paralisado suas atividades reivindicando reajuste de salário, o atendimento só voltou a ser realizado na noite de quinta-feira depois que a Secretaria Municipal de Saúde interveio e acionou um médico especialista de uma das Unidades Básicas de Saúde para que realizasse atendimentos na Santa Casa. Enquanto as atividades do hospital permaneciam paralisadas pacientes precisaram ser levadas para o Hospital Geral de Promissão que teria impedido a transferências alegando estar funcionando em sua capacidade máxima. O mesmo alegou inicialmente a Santa Casa de Araçatuba, mas depois aceitou transferências de Penápolis. Segundo o superintendente da Santa Casa, Antonio Crosatti, a situação obrigou uma gestante a ter seu parto realizado no Pronto Socorro com o auxilio de um enfermeiro especializado em gestação. “Ficou uma situação bastante complicada, pois não podemos receber gestantes e nem mesmo os hospitais da região possuem suporte para receber toda nossa demanda, por isso alguns até se recusaram a nos atender”, comentou. Os médicos teriam emitido um ofício à Santa Casa comunicando a paralisação. Por sua vez, a entidade distribuiu um comunicado para hospitais da comarca avisando do problema e orientando que procurassem leitos na Central de Vagas do Estado. Para solucionar o problema, uma reunião foi realizada na tarde de ontem entre médicos, diretores do hospital e representantes do Ministério Público. Na oportunidade, os médicos se comprometeram a manter o atendimento na maternidade até a próxima quarta-feira (16). Uma nova reunião deve ocorrer nesta segunda-feira (14). Segundo o superintendente, o pedido dos médicos foi de 50%, mas o hospital não possui condições dar este reajuste e garantiu que não existem atrasos nos pagamentos dos médicos.
Ele acrescentou que, caso as partes não entrem em um acordo, a direção do hospital entrará com uma ação judicial para garantir o atendimento. “Queremos dialogar com a categoria para chegarmos a um acordo, mas entendemos ainda que o plantão é de responsabilidade deles e que se esse acordo não for firmado vamos procurar a justiça para que o atendimento seja feito”, finalizou.
(Rafael Machi)
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