30/04/2014
DA REPORTAGEM
Dois ex-conselheiros tutelares de Avanhandava foram denunciados pelo Ministério Público de Penápolis. Um homem e uma mulher, afastados do cargo, são acusados de favorecerem a prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável, sendo vítima um jovem que na época dos fatos tinha 17 anos. As investigações apontaram que o conselheiro manteve relações sexuais com ele, enquanto a mulher teria tido um relacionamento amoroso com o mesmo. A denúncia foi apresentada pelo promotor Adelmo Pinho e recebida pelo juiz Marcelo Yukio Misaka. Agora os acusados terão que apresentar defesa sobre a acusação. Caso contrário, poderão ser condenados em até 10 anos de prisão. Segundo denúncia, os fatos ocorreram entre os anos de 2010 e 2011. Somente em 2012, a Promotoria da Infância e da Juventude de Penápolis obteve liminar através de ação civil pública para afastar os conselheiros de seus cargos por conta da suspeita de envolvimento com o menor de idade. O computador do Conselho Tutelar de Avanhandava chegou a ser apreendido para perícia, já que na época o conselheiro confessou que usava o equipamento do local de trabalho para acessar conteúdos pornográficos, o que ficou provado na perícia, constatando a existência de materiais desta natureza. Ainda segundo a denúncia, o adolescente teria sido induzido, em diversas ocasiões, pelo ex-conselheiro à exploração sexual. Consta ainda na denúncia, que a prática teria sido cometida pelos menos três vezes na própria sede do Conselho Tutelar. O caso também teria ocorrido na residência da vítima e na casa do acusado. Tudo teria sido confirmado pelo garoto, que confessou ter sido chamado pelo acusado para que frequentasse a mesma igreja que ele. A relação entre o dois passou a ser semanal, sendo que em cada encontro o acusado ofertava R$ 20 ou R$ 30. Ainda segundo a denúncia, o adolescente relatou o fato à outra conselheira e terminou o relacionamento. Inconformado, o acusado o teria difamado pela cidade, porém o garoto teve medo de denunciá-lo.
Relacionamento
Ao mesmo tempo, o garoto estaria mantendo relações amorosas com a ex-conselheira, que também foi afastada. Consta na denúncia, que em troca de favorecimentos sexuais ele recebia medicamentos, roupas, aparelho celular e até mesmo tratamento em médicos particulares. Testemunhas alegaram ter visto o casal se beijando na sede do Conselho Tutelar. Ainda em denúncia recebida pelo juiz, consta que em 2011, a ex-conselheira viajou a Guaimbê (SP) para internação de outro adolescente, sendo acompanhada pelo garoto, que teve um almoço em uma churrascaria pago pela conselheira com dinheiro do Conselho. O relacionamento entre ambos chegou ao ponto do garoto revelar que se mataria por não conseguir viver longe da “companheira”. Ameaças também foram proferidas por ele a outros conselheiros se interferissem no relacionamento. O caso foi negado pelos acusados, sendo que a ex-conselheira revelou apenas ter levado o garoto indevidamente em uma das viagens.
(Rafael Machi)
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