11/09/2014
DA REPORTAGEM
Diversas reclamações estão sendo feitas por moradores próximos ao bairro Santa Leonor, em Penápolis, em relação a despejo de entulhos que foi realizado dentro do córrego da Estiva, que corta o bairro. O despejo, segundo os próprios moradores, teria sido feito após o corte e podas de árvores próximas da rodovia Arnaldo Covolan, realizado na última semana, quando diversos galhos teriam sido jogados nas proximidades do rio. A preocupação maior é em relação ao fluxo de água do córrego que já é pequeno devido ao assoreamento que vinha acontecendo há anos no local. Recentemente o Departamento de Água e Esgoto de Penápolis realizou o desassoreamento do córrego nos limites do bairro a fim de melhorar o escoamento de água e evitar a mineração que estava ocorrendo próximo das casas. Na tarde de ontem, a reportagem do DIÁRIO esteve no local e constatou que próximo à rodovia existe mesmo diversos galhos de árvores jogados no interior do córrego. Além disso, é perceptível que o córrego possui um baixo fluxo natural de água, que pode ser ainda mais comprometido.
Limpeza
Procurado pela reportagem, o secretário de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Penápolis, Arata Assami, informou que já tinha conhecimento do problema e que já havia tomado providências para que o trecho do córrego afetado fosse limpo. Segundo ele, é necessário, primeiro, que haja autorização dos órgãos competentes para que o trabalho seja feito, já que se trata do leito de um rio. “Esta autorização dos órgãos ambientais competentes é necessária por conta de leis existentes para a proteção do meio ambiente, mas tudo já está sendo providenciado e assim que resolvido faremos a limpeza do local, para a preservação do córrego da Estiva”, comentou. Assami disse que o problema foi ocasionado pela falta de consciência dos responsáveis. “Infelizmente falta isso nas pessoas, a consciência de que é necessário haver a preservação do local, principalmente por ser um córrego de pouco escoamento de água”, disse. Para ele, é de fundamental importância que as pessoas realizem o descarte correto deste material. “Existem os Ecopontos espalhados pela cidade e outras diversas maneiras de se realizar o descarte correto de materiais como este, evitando que fiquem jogados no meio ambiente, causando problemas até mesmo para o homem no futuro, é tudo uma questão de consciência da necessidade de preservação do meio ambiente”, finalizou.
(Rafael Machi)
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