13/01/2016
DA REPORTAGEM
A Polícia Civil de Penápolis continua investigando o homicídio ocorrido na última terça-feira (05) quando Sérgio Aparecido Rodrigues, de 43 anos, também conhecido por “Xuxa”, foi morto a tiros na porta da sua casa, na Vila Formosa. O caso ocorreu por volta das 14h00 e foi registrado como o primeiro homicídio do ano em Penápolis.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Eweraldo Weber Gonçalves, do 1º Distrito Policial de Penápolis, o inquérito já foi instaurado e algumas pessoas também já foram ouvidas. “Estivemos conversando com algumas pessoas que possuem ligação com a vítima. Ainda vamos ouvir alguns familiares para sabermos se o rapaz possuía algum problema com outras pessoas, mas como a família ainda está bastante abalada, estamos respeitando este momento para poder ouvi-los”, comentou.
A principal hipótese da polícia, é que o crime tenha sido uma execução. O delegado revelou que a vítima estava morando, há algum tempo, na casa de um conhecido. No dia do crime, uma testemunha teria ido até o local onde ocorreu o fato a fim de falar com o dono do imóvel – amigo da vítima. Neste momento Rodrigues foi ao portão enquanto o amigo não saía. “Quando estavam lá fora, segundo estamos apurando, dois indivíduos armados teriam saído de trás de um caminhão que estava estacionado nas proximidades e foram em direção à vítima já efetuando os disparos, o que nos leva a crer que, de fato, era esta a intenção dos indivíduos, a de matar o rapaz”, explicou.
Ainda não se sabe, ao certo, quantos disparos acertaram a vítima, já que a polícia aguarda os laudos técnicos no Instituto de Criminalística (IC) e também do Instituto Médico Legal (IML). “Estes laudos com estas e outras informações são fundamentais para darmos continuidade no inquérito, por isso também estamos esperando estas informações para prosseguirmos com as investigações”, afirmou o delegado.
Fuga
Após o crime, testemunhas teriam visto o momento em que os bandidos fugiram pela rua em direção à escola do bairro, onde um veículo os aguardava para a fuga. “Sabemos que se trata de um carro na cor prata e tudo indica que havia um comparsa dando cobertura aos indivíduos para que realizassem a fuga, sendo este outro ponto de nossa investigação que é fundamental para continuar o inquérito”, revelou o delegado.
Ainda no dia do crime, o projétil de calibre 38 foi encontrado no trajeto usado pelos bandidos ao fugirem. O material foi apreendido e também foi encaminhado para averiguação. “Estamos avaliando tudo o que foi levantado até o momento. É um processo complicado e que requer atenção. Tudo está sedo averiguado para que possamos, o mais rápido possível, chegar nos possíveis autores e esclarecermos mais este crime”, finalizou o delegado. Rodrigues já tinha passagem pela polícia.
(Rafael Machi)
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