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Diário de Penápolis

Cidade & Região

16/03/2017

Não à reforma da Previdência: Professores aderem a movimento e paralisam atividades

DA REPORTAGEM

Professores da Rede Estadual de Educação se reuniram na manhã desta quarta-feira (15) em protesto contra a reforma da Previdência. A movimentação fez parte das manifestações registradas em todo o país. Em Penápolis, o movimento ocorreu através da distribuição de panfletos na área central da cidade. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que as escolas estaduais de Penápolis tiveram suas aulas paralisadas por professores e funcionários como forma de protesto. Além da reforma da Previdência, os professores protestam ainda contra a reforma do Ensino Médio e reivindicam reajustes salariais. Um grupo de professores se reuniu por volta das 09h00 na praça Dr. Carlos Sampaio Filho. De lá, eles saíram em caminhada pelas principais ruas do centro com faixa e cartazes contra a previdência. No caminho, eles abordaram diversas pessoas para a entrega de panfletos explicativos sobre a manifestação. Motoristas também foram abordados nos semáforos para a entrega dos panfletos. De acordo com o representante da Apeosp de Penápolis, Fernando Barreto, professores das escolas de Penápolis aderiram a movimentação, sendo que em algumas escolas a paralisação chegou a 100%. “A classe dos professores começou este movimento reivindicatório na semana passada e Penápolis teve uma participação muito grande. Praticamente todas as escolas aderiram ao movimento”, comentou. Um grupo de professores também esteve em São Paulo representando a cidade durante a manifestação ocorrida na capital paulista. A reportagem do DIÁRIO DE PENÁPOLIS entrou em contato a Secretaria de Estado da Educação para saber sobre a paralisação de professores em Penápolis. Entretanto, até o fechamento desta edição nenhuma nota específica havia sido emitida. A Apeoesp informou que uma assembleia seria realizada na tarde de ontem em São Paulo para definir os rumos da ação e que somente após o ato é que definiriam pela continuidade ou não da paralisação. Em relação ao reajuste salarial também reivindicado pela categoria, os professores pedem correção da defasagem do piso nacional, recuperação das perdas de agosto de 2014 até o momento (21,7%) na perspectiva do cumprimento da Meta 17 do Plano Estadual de Educação.

(Rafael Machi)


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