14/08/2018
DA REPORTAGEM
Pelo menos 17 pessoas presas acusadas de integrarem uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo foram ouvidas na manhã desta segunda-feira (13) no Fórum de Penápolis. Para isso, um forte esquema de segurança foi montado no local pela Polícia Militar, que interditou o acesso ao Fórum.
A movimentação chamou a atenção das pessoas, diversos parentes dos presos também acompanharam o comboio de veículos do Sistema Penitenciário que trouxe os presos. Os réus ouvidos ontem foram detidos no último dia 8 de março em uma operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, e a Polícia Militar. Os acusados foram presos em Penápolis, Birigui e Araçatuba.
O esquema de segurança começou a ser montado pela Polícia Militar pouco antes das 09h00. A rua Eduardo de Castilho teve seu trânsito interditado próximo ao Fórum e o acesso das pessoas também foi restrito a funcionários, advogados dos réus e também as cerca de 40 testemunhas que foram ouvidas neste mesmo dia. A segurança foi reforçada por policiais militares de Penápolis e também a Força Tática, todos fortemente armados. Aos poucos, os comboios com os presos foram chegando ao Fórum.
Os parentes dos presos que estavam do lado de fora do prédio não tiveram acesso a eles já que os veículos de transporte eram colocados em uma área, por onde os réus entravam sem serem vistos.
As audiências foram encerradas somente no início da tarde, quando a entrada ao Fórum foi liberada. A imprensa não teve acesso aos trabalhos, que correm em segredo de Justiça. Nenhum problema foi registrado durante os trabalhos.
Operação
Os réus ouvidos no Fórum de Penápolis foram presos no dia 8 de março durante operação do Gaeco contra a facão criminosa do Estado de São Paulo que atua em Penápolis e também em cidades da região. Somente em Penápolis, na época foram cinco pessoas presas e nove mandados de busca e apreensão cumpridos. No mesmo dia também foram cumpridos mandados em Birigui e Araçatuba, totalizando 18 mandados judiciais de prisão temporária e 25 de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara do Fórum de Penápolis a pedido do Ministério Público.
Segundo o apurado no dia da operação, diversos traficantes de drogas, integrantes do grupo criminoso, atuavam nessas cidades de forma coordenada para a distribuição de drogas.
A investigação foi iniciada pelo Gaeco em 2017 e durou cerca de nove meses. Neste período, foram apreendidos mais de 200 quilos de maconha, cocaína e crack. Além disso, 22 pessoas foram presas em flagrante e três adolescentes apreendidos no período. Em Penápolis a ação coordenada foi feita por policiais militares e contou com o apoio do Helicóptero Águia. Uma das prisões ocorreu no Residencial Gimenes e até mesmo um cachorro do Canil da PM foi usado para fazer buscas na residência na tentativa de encontrar drogas escondidas. Uma mulher também foi presa, na época no bairro Silvia Covas, e uma pessoa conseguiu fugir durante o cumprimento dos mandados de prisão na cidade.
(Rafael Machi)
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