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Diário de Penápolis

Cidade & Região

09/12/2018

AME: Pacientes relatam dificuldades em viagens a Araçatuba

Pacientes que utilizam o transporte oferecido pela Prefeitura de Penápolis relataram diversas dificuldades com as viagens para atendimento médico em Araçatuba.  O desgaste físico, cansaço, falta de recursos financeiros são algumas das dificuldades enfrentadas pelos penapolenses. 
O aposentado José Antonio é um dos pacientes penapolenses atendidos pelo AME – Araçatuba. “Faço tratamento no AME há algum tempo e viajo frequentemente para Araçatuba de moto e utilizado às vezes o transporte da Prefeitura. Quando venho com o veículo da Prefeitura, tenho que aguardar até a tarde para voltar a Penápolis”, 
“Por isso prefiro vir de moto, mesmo com o gasto com combustível. Com o AME em Penápolis vai ser 200%. Não teremos gastos e estamos pertinho de casa. Nossa cidade precisa do AME”, contou.
O beneficiário do INSS, José Valter da Silva, faz tratamento há mais de 2 anos no AME. “Muitas vezes temos que sair 4h30 de Penápolis e voltamos 13h30. Venho de bicicleta até a Macro I. Às vezes você não tem dinheiro e quando vai para Araçatuba precisa fazer um lanche. Quando você é atendido às 07h30, tem que ficar até 13h30 esperando o ônibus voltar. Com o AME aqui, vai ser bom demais”, afirmou.
A pizzaiola Juliete Francisca do Santos contou que por conta do trabalho já chega tarde em casa e acaba nem dormindo quando precisa ir ao AME. “Para não perder o horário, acabo nem dormindo. Já venho para o ponto às 03h30 para não me atrasar e correr o risco de perder o ônibus. Todas as vezes que vou à Araçatuba acabo nem dormindo para não perder o horário”, disse a pizzaiola.
A operadora de caixa Natalia Ramos relatou o mesmo desgaste por causa das viagens. “Tenho que acordar às 03h. Ainda temos os riscos da viagem, de andar de madrugada pela cidade”, enfatizou. 
Natalia viajou acompanhada de sua avó Sueli que acrescentou que acredita que mesmo com o pagamento do aluguel do Hospital Luiz Valente, no valor de R$ 50 mil, o AME em Penápolis seria compensador. “As viagens são muito cansativas. Ser fosse aqui, seria muito melhor. Compensa pagar o aluguel aqui”, afirmou Sueli.
A aposentada Sebastiana Iracema Zanuto contou que inicialmente não acreditou que o prédio do Hospital Luiz Valente comportasse todo o atendimento. “Mas depois fui me informando que futuramente o prédio será construído na avenida Irmãos Buranello”, disse.
“Há quatro anos passo no AME em Araçatuba. Saio de casa 04h. Conheço outros pacientes que acordam mais cedo ainda, pois moram em regiões mais distantes do ponto de partida do ônibus”, finalizou.

Secom – PMP


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