24/03/2019
DA REPORTAGEM
Enfrentar a fila de um banco sempre foi um desafio grande para as pessoas que precisam resolver situações junto às agências. Em Penápolis não tem sido diferente e o número de reclamações das pessoas é grande sobre a demora no atendimento nos caixas ou em outros setores das agências.
Nesta semana, por exemplo, a reportagem recebeu a reclamação de um munícipe que precisou do atendimento na agência da Caixa Econômica Federal, mas que teve que esperar quase duas horas e meia até ser atendido. É comum ouvir reclamações relacionadas a outras agências bancárias.
O grande problema é que a demora para o atendimento de um cliente nas agências bancárias da cidade, além de ser uma falta de sensibilidade, também se configura como desrespeito à lei municipal 880/2000, que determina o período máximo que uma pessoa pode permanecer na fila de espera para os atendimentos.
Esta lei, sancionada pelo então prefeito Firmino Ribeiro Sampaio, dispões sobre a obrigatoriedade das agências bancárias, Tesouraria da prefeitura e postos de arrecadação do Daep colocarem à disposição dos usuários, pessoal suficiente para que o atendimento seja efetivado em tempo razoável. O projeto entende como tempo razoável o período de espera de até 20 minutos em dias normais e 30 em véspera ou após feriados prolongados.
Segundo a lei, que tem quase 20 anos de existência, a comprovação do tempo de espera do cliente deve ser feita através das senhas de atendimento distribuídas, onde devem constar, mecanicamente, as informações do horário de chegada e do atendimento.
É prevista ainda advertência ao estabelecimento que descumprir a lei uma única vez. Havendo a reincidência, cabe multa, cujo valor aumenta à cada descumprimento. Ao longo do tempo, modificações foram sendo feitas na lei. Uma delas inclui as casas lotéricas como estabelecimento que deve cumprir o tempo máximo de espera. Além disso, outra modificação determina que estas mesmas unidades devem fixarem cartazes alusivos à lei e que cadeiras devem ser instaladas em número suficiente para os usuários do estabelecimento. Por fim, o projeto prevê que as denúncias dos clientes que se sentirem prejudicados devem ser encaminhadas ao setor de Finanças da prefeitura.
Ouvidoria
Sobre a referida lei, a Prefeitura de Penápolis informou que as denúncias são feitas à Ouvidoria Municipal, que as encaminha à Fiscalização de Rendas. Recebida a denúncia, ela é avaliada e, comprovado desrespeito à lei, o setor encaminha a multa ao banco de acordo com as determinações.
Entretanto, a Ouvidoria Municipal informou que, apesar das reclamações constantes, as denúncias junto ao setor são muito raras, de janeiro de 2018 até agora apenas três denúncias foram formalizadas, sendo uma em maio e outra em junho do ano passado e uma formalização em janeiro deste ano. Segundo a Ouvidoria, todas estas, referentes ao Banco do Brasil.
A reportagem tentou contato com os bancos que possuem agência em Penápolis, mas nenhum deles respondeu aos questionamentos.
(Rafael Machi)
Então, faça seu login e tenha acesso completo:
05/08/2026 - Hortas Comunitárias: agricultura inicia distribuição de kits de sementes
05/08/2026 - CDHU sorteia cerca de 130 casas para famílias inscritas
05/08/2026 - Região de Araçatuba tem 978 MEIs no setor de marmitas
05/08/2026 - Aulas: profissionais da Educação são recepcionados com palestra performática
05/08/2026 - Câmara destaca conquista de Unidade Odontológica Móvel
05/08/2026 - Segurança Pública: criminalidade recua em Penápolis no primeiro semestre
05/08/2026 - Alto Alegre abre seleção para estágio remunerado em cursos de ensino superior
05/08/2026 - Agosto Lilás: campanha alerta para combate a violência contra mulher
Voltar à lista de notíciasDiário de Penápolis. © Copyright 2026 - A.L. DE ALMEIDA EDITORA O JORNAL. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total do material contido nesse site.