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19/09/2021

Araçatuba: Alvo de grupo era central com R$ 90 mi; banco destruiu dinheiro

DA REDAÇÃO

O ataque orquestrado por um grupo de homens fortemente armados na madrugada de 30 de agosto em Araçatuba (SP) tinha como alvo principal uma central dentro de uma unidade do Banco do Brasil com ao menos R$ 90 milhões em cédulas armazenadas —uma espécie de reserva para agências bancárias. A informação foi divulgada pelo portal Uol Notícias. Mas a ação, que deixou três mortos e quatro feridos, foi apontada como um fracasso por três fontes ligadas à investigação.
Quando os criminosos que usam a tática conhecida como "novo cangaço" explodiram uma sala-cofre com cerca de 15m², foi acionado um mecanismo de destruição de cédulas com lâminas e tinta, impedindo a arrecadação total do dinheiro. Com a inutilização das notas, são emitidas novas cédulas pelo Banco Central, sem prejuízo financeiro. Foi a primeira vez que esse sistema, instalado neste ano, foi acionado após um ataque.
Ainda segundo o Uol, o grupo ainda invadiu outras duas agências bancárias. A estimativa é de que a quadrilha tenha arrecadado R$ 2 milhões em dinheiro vivo e cerca de R$ 5 milhões em joias na investida, segundo fontes ligadas à investigação ouvidas sob a condição de anonimato.
O valor arrecadado é bem inferior às estimativas do grupo, já que o investimento para esse tipo de empreitada com uso de armas de grosso calibre, explosivos e carros potentes é elevado. Um homem chegou a ser apontado como suspeito de financiar a ação com aporte de R$ 600 mil. O caso está sendo apurado pela Polícia Federal, que cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária na terça-feira (14) expedidos pela 1ª Vara Federal de Araçatuba (SP). Segundo a PF, oito pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento no crime.
A quantia milionária que virou alvo da quadrilha fica armazenada em sedes do Seret (Setor de Retaguarda e Tesouraria) do Banco do Brasil em depósitos compulsórios — como é chamada a alíquota de 17% de reserva obrigatória das agências bancárias que não pode ser movimentada para garantir a segurança nas operações com cédulas. O uso das sedes se intensificou como uma alternativa mais segura pelas instituições financeiras para guardar cédulas após o assalto ao Banco Central de Fortaleza (CE) em agosto de 2005, quando criminosos subtraíram cerca de R$ 164 milhões do local. A preocupação das autoridades agora é que essas quadrilhas passem a procurar outros alvos do tipo. Só no Estado de São Paulo, há cerca de 20 locais usados para essas reservas das instituições financeiras.
Em nota, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que as grandes agências possuem centrais de monitoramento em tempo real, com acionamento às autoridades em caso de tentativa de roubo. "Os serviços de segurança são fornecidos por empresas especializadas com autorização de funcionamento expedida pelo Departamento de Polícia Federal", informou em um dos trechos do texto. 

(Uol Notícias)


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