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Diário de Penápolis

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09/07/2023

Operação Raio X: Justiça condena piloto acusado de integrar quadrilha

A Justiça de Birigui condenou por peculato o piloto de avião acusado de integrar a quadrilha que fraudou contratos para a montagem de programas e hospitais de campanha durante a pandemia de Covid-19.
O esquema do qual o réu fazia parte foi desarticulado durante a Operação Raio X, deflagrada em setembro de 2020 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil.
Segundo a decisão, publicada no Diário Oficial, J. C. F. foi sentenciado a quase oito anos de prisão em regime semiaberto. Ele também teve os bens e dinheiro em contas bancárias sequestrados pelo Estado de São Paulo.
“Como restou comprovado nos autos, o acusado integrava organização criminosa com ramificação em vários estados da federação brasileira”, diz a sentença.
Ainda conforme a publicação do Diário Oficial, a quadrilha recebeu cerca de R$ 2 bilhões para desviar aproximadamente R$ 500 milhões da saúde pública. J. C. F. é acusado de pilotar aviões para transporte do dinheiro.
A advogada do réu informou que irá recorrer da sentença. "O decreto condenatório é absolutamente contrário às provas existentes e produzidas ao longo da instrução processual", disse Cristiane Battaglia.

Operação Raio X
A Operação Raio X investigou os integrantes da quadrilha que usava Organizações Sociais (OSs) para desviar dinheiro público da saúde. Além de Birigui, Penápolis e Araçatuba (SP), os crimes foram cometidos em municípios de outros estados do país. Mais de 50 pessoas foram presas durante a ação, inclusive o ex-secretário de Saúde de Penápolis, Wilson Carlos Braz.
A organização criminosa, mediante acordos previamente firmados com as prestadoras de serviços contratadas, desviou grande parte das quantias repassadas às OSs, ora por meio de superfaturamentos, ora por meio de serviços não executados, sempre mediante emissão de notas frias - crime em que se emite uma nota fiscal falsa visando declarar a venda de mercadorias ou a prestação de serviços que nunca existiram.
As investigações também apontaram que a quadrilha era liderada pelo médico Cleudson Garcia Montali, cujas organizações sociais cresceram rapidamente e fecharam contratos em 27 cidades de quatro estados: Pará, Paraíba, Paraná e São Paulo. 

(Com informações G1 Araçatuba)


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