21/01/2007
O caso envolvendo o estilista Ronaldo Ésper, preso em flagrante por policiais militares da capital paulista acusado de furto de dois vasos no Cemitério do Aráça, em São Paulo, segundo informações colhidas ontem na Necrópole Santa Cruz, nunca foi registrado, em Penápolis. Os cemitérios, pelo fato de manterem inúmeros acervos de arte tumular são bastante cobiçados por colecionadores de peças raras ou mesmo por comerciantes ávidos em obterem lucro fácil através do furto destas peças, muitas delas consideradas como obra de arte e de raridade ímpar. No caso do estilista, que tem participação no quatro Superpop, apresentado por Luciana Gimenes na Rede TV! e que inclusive já substituiu outro estilista famoso e agora também deputado federal, Clodovil Hernandes, na mesma emissora, pode ter se envolvido em outros incidentes no mesmo cemitério. Ésper foi preso em flagrante na manhã de sexta-feira. O excêntrico estilista é proprietário de um veículo Fusca onde os policiais encontraram dois vasos da qual ele é acusado de ter furtado momentos antes.
“Em Penápolis nunca tivemos um registro de alguma pessoa de destaque da sociedade que fosse flagrado tomando posse de alguma peça. Se isto chegou a ocorrer a pessoa conseguiu disfarçar bem e cometeu o delito sem ter sido notada”, disse o responsável pelo serviço de alvenaria nos túmulos, Joaquim Afonso do Nascimento. Para ele, caso tenha ocorrido algum furto deste tipo eles acabaram sendo creditados aos ladrões considerados como “pé-de-chinelos” que invadem o local a procura de peças em bronze que são revendidas em ferros-velhos. A onda de furtos que ocorriam com freqüência naquele local, segundo Joaquim, também tiveram considerável redução. O motivo, no seu entendimento se deve ao fato de policiais militares realizarem rondas preventivas com maior freqüência.
Negativa
De acordo com o delegado Júlio Carlos Rolim, da 23º DP, para onde Ésper foi levado e indiciado por tentativa de furto, na semana passada Ésper já havia sido visto no cemitério e inclusive havia se envolvido em um incidente ao bater o carro em um túmulo do mesmo cemitério. O estilista também alegou, em depoimento, ter familiares sepultados no local, mas, de acordo com o delegado, a informação não foi confirmada. Conhecido por comentar as roupas das celebridades no programa Superpop, Ésper não confessou o furto e, se condenado, pode ficar até quatro anos preso. O estilista foi transferido no início da madrugada de ontem para a carceragem da delegacia de Vila Leopoldina/Ceasa. Ele poderá ser removido novamente na segunda-feira, desta vez para um Centro de Detenção Provisória (CDP), em Osasco, na Grande São Paulo, caso seu advogado não consiga obter, na Justiça, o relaxamento de seu flagrante. (SRF)
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