14/02/2007
O vereador Cláudio Tiradentes (PL), fez anteontem contundente manifesto na tribuna da Câmara Municipal contra as recentes mudanças na rede municipal de Educação, especialmente na escola de período integral Montaha Gibara Ayub, no Pereirinha.
Segundo ele, os novos horários de funcionamento e formas na distribuição de aulas e recreação prejudicam o rendimento dos alunos. Tiradentes afirmou que a Secretaria Municipal de Educação passou a parte das aulas tradicionais para o período da tarde, deixando a manhã para recreação. “Isso é um absurdo. Fazem as crianças cansarem, suarem e só depois do almoço são aplicadas as aulas. Está comprovado que de manhã é melhor para o aprendizado”, disse o vereador, que apóia abaixo-assinado de dezenas de pais pedindo a revisão das mudanças.
Tiradentes também falou que os horários de entrada e saída, às 08h00 e às 16h00 causam muitas dificuldades. Diversos pais não conseguem conciliar esses horários com seus trabalhos. “Assim, a escola também não é mais de período integral”. Tiradentes requereu a participação do secretário municipal de Educação, Cledivaldo Donzelli, em sessão da Câmara Municipal para esclarecimentos sobre quatro temas: as mudanças na Escola Montaha Gibara Ayub, aumento no índice de repetência em 2006, relatório geral das atividades da rede municipal de ensino no mesmo ano e do elevado número de servidores em cargos de comissão na área administrativa desse setor.
O vereador Zezinho Leiteiro (PT), rebateu as cobranças de Tiradentes com a informação de que a Secretaria Municipal de Educação disponibilizará meios para que os alunos das escolas de período integral possam ainda entrar às 07h00 e sair às 17h00 no caso de necessidade. Sobre a parte pedagógica acontecer à tarde, ele utilizou a rede estadual de ensino defender a administração municipal. “Então tem que tirar todo mundo que estuda a tarde e passar para a manhã, não só em São Paulo, como no Brasil inteiro”. O vereador Roberto Calez (PT), discursou em defesa das medidas da Secretaria Municipal de Educação. “É um trabalho com muita responsabilidade e que confio que vai dar certo”.
Já o vereador Carlos Alberto Soares da Silva, o Carlão da Educação (sem partido), alertou para os índices altos de repetência que a rede municipal de Educação tem registrado. “Volto a dizer que não queremos que os alunos passem sem saber. Mas o índice em torno de 20% de repetência deve ter muita atenção da prefeitura. Uma situação dessa, além de afetar os próprios alunos, causa despesa maior para os cofres públicos”. Imprensa/Câmara
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