28/02/2007
A Câmara Municipal aprovou anteontem requerimento que questiona o Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis (Daep), sobre os critérios para o reajuste de 16,6% na tarifa água em 2007. Depois do repúdio feito pelo presidente do Legislativo, Ivan Sammarco (PMDB), no dia 12 de fevereiro contra o aumento, o vereador Francisco José Mendes (PSDB), o Tiquinho, pediu na última segunda-feira os documentos e relatórios utilizados no embasamento da elevação do preço água. O tucano reclamou que o Daep paga mais caro por produtos para tratamento da água do que outras cidades, como Piracicaba. “Tem itens que a diferença é de 100%”. O vereador Cláudio Tiradentes (PL), falou que os funcionários do Daep tiveram zero de reajuste salarial, enquanto o aumento da água foi de 16,6%. Como pode ser justificado um reajuste desse? Se ainda grandes investimentos estivessem sendo feitos, mas quem paga a estrutura de água e esgoto de novos loteamentos são os empreendedores”, considerou Tiradentes. O vereador Nardão Sacomani (PFL), também reforçou defesa de reajuste para os funcionários do Daep. “Onde está o conselho deliberativo para beneficiar os funcionários?. Se o Daep é um departamento autônomo, por quê não dá o reajuste para seus funcionários, independente da prefeitura”.
O vereador Carlos Alberto Soares da Silva, o Carlão (sem partido), manifestou que a população não suporta mais tantos reajustes de impostos e tarifas. O vereador Mauro Olympio (PFL), criticou que falta planejamento e execução de projeto para uma nova fonte de captação de água. “Se isso estivesse sendo feito com o início de uma grande obra, ainda seria compreensível o reajuste de 16,6%”. O vereador Adalgiso do Nascimento (PMDB), o Ziza, disse que o reajuste da água foi estudado e aprovado pelo conselho deliberativo do Daep, o qual possui composição com representantes de diversos setores da comunidade. “Se não houvesse necessidade, os conselheiros não indicariam o reajuste, já que eles também pagam conta de água”.
O vereador Roberto Calez (PT), respaldou a decisão conselho deliberativo. “Jamais apontariam um reajuste sem necessidade”. Calez também fez um comparativo do preço da água em Penápolis e Lins. “Em Penápolis paga-se R$ 5,42 por cinco mil litros. Em Lins a cobrança é de R$ 21,00 por 10 mil litros”. Já o vereador Zezinho Leiteiro (PT) (foto), falou que a necessidade de reajuste na tarifa de água está acumulada desde 2004, quando a última administração municipal rejeitou aumento de 40%, segundo o petista para evitar desgaste na eleição para prefeito. “Se somar os reajustes dos últimos 3 anos não dá o índice aprovado pelo conselho deliberativo em 2004”.
Interino
O vice-presidente da Câmara Municipal, Jorge Amorim (PV), presidiu interinamente a sessão de segunda-feira em substituição ao presidente do Poder Legislativo, Ivan Sammarco (PMDB), que faltou por problemas de saúde. Imprensa/Câmara
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