30/11/2007
O resultado do Projeto Viva Japão, desenvolvido pela EE Adelino Peters foi considerado um sucesso. O encerramento aconteceu na semana passada com grande público, que conferiu apresentações, oficinas e degustação de comidas típicas. O projeto faz parte de um programa da Secretaria de Estado da Educação que visa incentivar e integrar estudantes no processo de conhecimento e respeito com relação aos imigrantes japoneses e seus descendentes, que influíram decisivamente no desenvolvimento da agricultura, indústria, comércio e serviços e que preservaram as tradições dos seus antepassados. A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Penápolis, Hitoshi Taniguti, representantes do poder municipal, Diretoria de Ensino e Loja Maçônica Estrela Noroeste do Brasil, além de diretores, coordenadores, professores e alunos de várias escolas, e membros da colônia japonesa. Tanto a entrada quanto o corredor e o pátio da escola foram enfeitados com figuras, textos, hai-kai, mangás e animês, lanternas, leques, bonecas japonesas e também o “Tanabata Matsuri – o Festival das estrelas”, dando as boas vindas ao público que prestigiou a festa. Numa sala decorada com motivos japoneses, foi montada uma exposição de trabalhos dos alunos sobre a história do Japão, a imigração e a saga da conquista do sertão paulista e integração à sociedade penapolense e brasileira. No palco, também especialmente decorado, grupos de alunos orientados por professores apresentaram danças, músicas, poemas e lendas japonesas. Um grupo de senhoras da Associação Japonesa apresentou a dança do Bon-Odori e também orientou alunas para a apresentação de quatro números de dança japonesa. Convidados da Associação Nipo também participaram com cantos. Grupos de capoeira, jiu-jitsu e judô de academias da cidade também mostraram seu trabalho.
Um casal de japoneses de Araçatuba promoveu uma oficina de origami e a arte do Shodo - que é a caligrafia japonesa, geralmente escrita com o sumi, tinta preta, e um pincel. As oficinas fizeram sucesso entre os jovens. A livraria Sophia Books também contribuiu com o evento, oferecendo oficina de lanternas japonesa, além da exposição de livros. No encerramento, o público pode provar comidas típicas como sushi, oniguiri, mandju e chá verde. Estiveram diretamente envolvidos no projeto dez professores, coordenados pela prof. Neide Ferlin Assami. (AR)
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