08/03/2008
A Câmara Municipal de Penápolis repercutiu segunda-feira as dificuldades de parte das merendeiras nas unidades públicas de ensino na cidade. A discussão foi motivada por requerimento de autoria do vereador Nardão Sacomani (DEM) com pedido de informações sobre os critérios de quantidade dessas profissionais e auxiliares para o trabalho nas escolas. Segundo o democrata existem situações de sobrecarga para merendeiras, cujas funções são desgastantes. “O manuseio dos alimentos e de grandes utensílios domésticos, como panelas pesadas, causa desgastes para a saúde”, relatou Nardão Sacomani.
O vereador José Santino, o Zezinho Leiteiro (PT), disse que procurou o secretário municipal de Educação, Cledivaldo Donzeli, para tratar da necessidade de ampliação da equipe de merendeiras na escola do Jardim Tropical, o que segundo ele já aconteceria a partir desta semana.
Zezinho também reclamou do município ter que ficar com a responsabilidade da cessão de merendeiras e outros serviços para escolas estaduais. “O Estado de São Paulo é o mais rico do Brasil e mesmo a assim o município tem que arcar com um monte de coisa”. O discurso de Zezinho Leiteiro foi contestado em seguida pelo vereador Francisco José Mendes (PSDB), o Tiquinho, com a informação de que a alimentação nas unidades públicas de ensino (escolas e creches) ocorre por meio de participação conjunta entre o município, governo estadual e governo federal. O tucano também considerou que a situação de sobrecarga das merendeiras atinge mais que uma escola. O vereador Roberto Calez (PT), enalteceu que a atual administração municipal tem feito contratações para vários setores, inclusive para merenda. “As merendeiras têm um trabalho muito importante e merecem total apoio da administração”.
Hepatite
O vereador Nardão Sacomani (DEM), também indicou à administração municipal melhores condições de atendimento aos pacientes com hepatite de Penápolis que fazem tratamento em Araçatuba. A proposta do democrata consiste no agrupamento num mesmo veículo apenas os que possuem essa doença. “Da forma atual existe um grande desgaste físico, já que quando termina o tratamento dos pacientes com hepatite, é preciso esperar o tratamento de outros tipos de problemas de saúde para poder retornar”, diz. Imprensa/Câmara
Foto: Vereador Nardão Sacomani faz defesa de melhores condições de trabalho para as merendeiras
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